Tela e Touchscreen 

Esse é o quesito que primeiro chama a atenção. Afinal, quando o assunto é tablet, qualidade de imagem e sensibilidade ao toque são essenciais. No lançamento, muitos apontaram a tela do iPad mini como seu ponto fraco. O que nós percebemos é que, termos de qualidade de imagem, ela é praticamente idêntica à do iPad 2. Inferior, é claro à do iPad mais recente, de terceira geração, mas, ainda assim, de uma qualidade muito boa. Tanto é que, nesse comparativo, foi ela quem se saiu melhor, com cores mais vibrantes, contrastes mais definidos e maior precisão. Em seguida, veio a tela do Galaxy, um pouco à frente da do Playbook. Ambas oferecem resultados bastante bons na reprodução de vídeos e fotos e também em games. A tela do Ypy ficou um pouco atrás, com um desempenho menor.

Quando o assunto foi sensibilidade e resposta ao toque, a ordem se manteve a mesma. O iPad mini apresentou a tela mais sensível, com respostas mais precisas. Logo depois, num empate técnico, aparecem o Galaxy e o Playbook, seguidos pelo Ypy.

 


Design 

Vários elementos que fazem parte desse quesito são subjetivos. Sempre vai ter quem goste de formas mais arredondadas, enquanto outros preferem cantos mais retos. Mas, há elementos que são mais objetivos. E foram esses que analisamos. Entre eles, os principais: peso e espessura. Aqui, novamente, o iPad mini se deu bem. Apesar de ter a maior tela entre os analisados, ele é o mais leve. Pesa apenas cerca de 309 gramas. Em seguida, vem o Galaxy Tab, com aproximadamente 340 gramas. Depois, veio o Ypy, com 398 gramas. O mais pesado deles é o Playbook, com aproximadamente 425 gramas.  No assunto espessura, novo ponto para o iPad, o mais fino de todos, seguido pelo Galaxy, pelo Ypy e pelo Playbook.

 

Processador, desempenho e sistema operacional 

 

Aqui, o jogo embolou. Galaxy, Playbook, Ypy e iPad trazem processadores similares. Todos apostam em chips com dois núcleos, que rodam a 1 gigahertz de velocidade. Chama a atenção que todos trazem 1 giga de memória RAM. Todos, menos o iPad, que tem apenas 512 mega. Mas.... apesar de uma aparente desvantagem para o produto da Apple nesse quesito, na hora do uso efetivo, a história mudou. O desempenho do iPad Mini foi superior aos outros. Em nossos testes, os aplicativos abriram mais rapidamente, os vídeos online deram play mais facilmente, e os jogos também rodaram mais facilmente. Vale dizer que a diferença não foi tão grande assim, mas, em todas as situações, o iPad esteve um pouco à frente dos outros 3. A explicação para um hardware tecnicamente inferior que ainda assim oferece desempenho superior talvez esteja na integração com o sistema operacional. Como todos sabem, no mundo da maçã, tudo é feito em casa: o sistema operacional é o iOS – e os aparelhos são feitos sob medida para que ele rode sem tropeços. Aqui, vale um menção honrosa para o Playbook. O tablete da Blackberry também foi muito bem em desempenho, com transições muito rápidas entre os aplicativos.

Por falar em aplicativos, isso nos leva ao sistema operacional. O iPad é controlado pelo iOS, que está na sua versão 6.0. O Galaxy e o Ypy usam o Android 4.0, Ice Cream Sandwich. E o Playbook aposta no Playbook OS 2.0.


Câmeras 

Câmeras se tornaram tão importantes para os tablets quanto para os smartphones. Aqui, vitória do Playbook. Ele traz uma ótima câmera traseira de 5 megapixels. Na frente, outra com 3 megapixels. O iPad Mini vem a seguir, com uma câmera traseira de 5 megapixels e uma dianteira de 1.2 megapixels. O Galaxy traz uma câmera traseira de 3 megapixels. A dianteira é meio decepcionante, com apenas 0.3 megapixels. O Ypy traz uma câmera traseira de 2 megapixels, e uma dianteira que também oferta 0.3 megapixels.


Duração da bateria 

 Esse é o outro item fundamental quando o assunto é tablet. Nos nossos testes, o iPad Mini ganhou de lavada, com autonomia de cerca de 10 horas. Em seguida, praticamente empatados, vêm o Playbook e o Galaxy, ambos com cerca de 8 horas de autonomia. O Ypy marcou cerca de 7 horas de autonomia.


Preço  

Como sempre, esse é um dos itens decisivos no Laboratório Digital. E, aqui, temos um senão. O iPad mini ainda não está à venda no Brasil. Portanto, não há um preço oficial para ele. Assim sendo, o Olhar Digital não pode recomendar a compra do aparelho. Dá, apenas, para dizer que ele foi o melhor em praticamente todos os quesitos, com exceção da seção de câmeras, na qual o Playbook levou a melhor. Evidentemente, quando chegar ao Brasil, essa qualidade deve ter seu preço, e é mais que provável que o iPad mini custe bem mais que seus concorrentes. É esperar para ver.


Conclusão

  

Com o iPad mini fora da briga, a escolha ficou difícil. Na reta final, Galaxy e Playbook apareciam empatados. O tablet da Blackberry surpreendeu pelas câmeras e pelo preço. O Galaxy levou a melhor no design e na tela. O desempate veio o sistema operacional. O Android que controla o Galaxy é um sistema maduro, a loja de aplicativos do Google já é tão grande quanto a da Apple. Mas, o sistema operacional do Playbook surpreendeu pela rapidez e pela precisão. Mas, nesse Laboratório, apenas um leva a indicação do Olhar Digital. E ela vai para o Galaxy da Samsung. Apesar do empate técnico em quase todos itens, o design mais leve e mais delgado, além da maior variedade de aplicativos do Android, fizeram a diferença e determinaram. A escolha do Olhar Digital como melhor tablete de 7 polegadas à venda no Brasil vai para o Galaxy Tab 2 7.0, da Samsung. O Playbook fica com o segundo lugar, seguido pelo Ypy.

 Você concorda com o resultado dessa disputa? Tem algum dos aparelhos testado? Compartilhe suas opiniões e conhecimentos conosco!

 

Via: olhardigital